Prédios Doentes

Fonte de Doenças no Trabalho

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 30% dos prédios novos e reformados no mundo contém poluentes capazes de causar malefícios aos trabalhadores.

Asbestos, radônio e fumaça de tabaco podem causar câncer no pulmão ou doenças pulmonares crônicas; poluentes como compostos orgânicos voláteis (VOC´s) e bioaerosois, partículas aéreas emitidas por fungos e bactérias podem causar igualmente malefícios. Já foram identificadas mais de 1500 poluentes de ambientes fechados oriundos de carpetes, fotocopiadoras e dutos de ar condicionados.

Pesquisadores sugerem que a Síndrome do Prédio Doente resulta de uma complexa composição de poluentes e que afeta os indivíduos diferentemente e em graus variáveis. Nos EUA, 21 milhões de empregados estão expostos a duvidosa qualidade de ar de acordo com o “Occupational Safety and Health Administration”. Vários importantes prédios governamentais foram diagnosticados como “doentes”.

No “Boston’s Suffolk County Courthouse”, vapores de um composto impermeabilizante, causou a evacuação de 800 empregados; em Washington, D.C., pesquisadores da saúde, descobriram fungos tóxicos e baixa ventilação no prédio da matriz do Departamento de Transportes.

A poluição interna de prédios veio no rastro da busca de economia de energia no condicionamento do ar que a partir dos anos 70, com o aumento do petróleo, começou a encarecer a operação. A “American Society of Heating, Refrigerating, and Air-Conditioning Engineers” – (ASHRAE) reduziu o padrão profissional de ventilação de ar fresco para dentro do prédio em 70%, baixando a obrigatoriedade de renovação de ar externo de 540 a 800 litros de ar por minuto por pessoa para 135 litros a partir de 1973. Estas medidas acompanhadas do aumento de fotocopiadoras, impressoras a lazer, computadores pessoais e outros equipamentos como carpetes, janelas seladas, madeira compensada, etc., no período, incrementou o problema respiratório.

O EPA (Environmental Protection Agency) sugere que o nível de poluentes em ambientes fechados aliado à pouca ventilação pode concentrar entre 2 a 5 vezes a poluição encontrada no exterior.

Sintomas típicos de Prédios Doentes como dor de cabeça, sinusite, letargia e náuseas acompanhado de bem estar quando sai do escritório, são sinais claros de problemas de ar contaminado. Entre os vilões mais comuns além de microorganismos estão os vapores emitidos por fotocopiadoras, VOC´s formaldeído e ozônio associado a uma ventilação insuficiente.

Contaminantes do Ar de Ambientes

Compostos Orgânicos Voláteis

    • Alcanos, Hidrocarbonetos aromáticos, Ésteres, Alcoois, Aldeídos, Cetonas.

Fontes: Solventes e compostos de Limpeza, Colas e Resinas, Propelentes em spray, Tecidos e Mobílias, Ceras e Vernizes, Materiais de Construção, Estoques de Gasolina, Fluidos de Limpeza a Seco, Tintas

Organismos Biológicos

    • Esporos de Fungos, Bactérias, Vírus, Pólen, Artrópodes, Protozoários.

Fontes: Mofos e outros fungos, Umidificantes e água estagnada, Superfícies e materiais afetados por água, Grelhas de condensação e bandejas em sistemas de ar condicionado, Grelhas de aquecimento sujas em condicionadores de Ar, Animais, roedores, insetos e humanos

Zoológico Invisível

Microorganismos como os fungos, bactérias, vírus e algas compartilham o ar dos escritórios com seus trabalhadores, habitando os dutos de ar condicionado, vivendo ao redor de tijolos, no teto, nos forros, etc., são sempre encontrados em locais úmidos e quentes.

Os micróbios necessitam apenas de quatros ingredientes para sobreviver: nutrientes orgânicos e inorgânicos, água, superfície de apoio e sombra. Os fungos em geral vêm de fora, e assim que acham umidade, alimento e abrigo, proliferam. Bactérias e fungos produzem partículas finas carregadas pelo vento, chamadas bioaerosóis como os esporos e micotoxinas que podem causar serias perturbações alérgicas às pessoas dentro do escritório em exposição continuada. Tosse, dor de cabeça, espirros corizas, olhos lacrimejantes, e outras reações alérgicas são comuns nestas circunstâncias.

Com muito pouco os micróbios podem proliferar e causar impactos na saúde dos empregados e usuários dos escritórios: bactérias e fungos produzem partículas finas carregadas pelo vento, chamadas de bioaerosóis como os esporos e micotoxinas que podem causar serias perturbações alérgicas as pessoas dentro do escritório em exposição continuada. Tosse, dor de cabeça, espirros corizas, olhos lacrimejantes, e outras reações alérgicas são comuns nestas circunstâncias. Prédios deixados vazios ou reformados são particularmente suscetíveis a invasão de micróbios.

Com muito pouco os micróbios podem proliferar e causar impactos na saúde dos empregados e usuários dos escritórios: Prédios deixados vazios ou reformados são particularmente suscetíveis a invasão de micróbios.

A exemplo dos VOC´s, a contaminação microbiológica pode ser de difícil controle. Esporos dormentes, partes dos organismos e substâncias liberadas por eles podem todas ter efeitos alérgicos e tóxicos. Substâncias como as microtoxinas (liberadas por fungos) e endotoxinas (liberadas por bactérias GRAM negativas) são conhecidas por causar sérios efeitos a saúde em ambientes rurais.

Regulação

A regulação ainda é muito falha neste assunto, mas em 1994 iniciou uma proposta do OSHA nos Estados Unidos que enfatizou vários produtos inclusive o tabaco, mas o problema permanece principalmente em países em desenvolvimento com fraca legislação.